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Blogiraldi


Perdas

 

Perca o sono e a fortuna,

a paciência e a saúde.

Perca o fôlego, perca o ar,

a oportunidade e a saída.

Perca o ônibus, perca o chão,

perca a fé e a esperança.

Perca um membro e a barriga,

perca quilos e o feriado.

Perca o anel, perca os dedos,

os amigos e a liberdade,

a memória e a consciência,

e a hora do jantar que está na mesa.

Perca a cabeça, perca tudo,

Mas jamais perca a piada!




Escrito por Daniel às 17:24
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Entre um relatório e outro...



Escrito por Daniel às 17:11
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Escrito por Daniel às 16:49
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Charge



Escrito por Daniel às 23:46
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Pavarotti



Escrito por Daniel às 23:29
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Jô Soares



Escrito por Daniel às 00:30
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Ronaldinho Gaúcho



Escrito por Daniel às 00:28
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Barack Obama



Escrito por Daniel às 23:29
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Caricatura

Eduardo Suplicy


Técnica: caneta tosca sobre papel
              de rascunho



Escrito por Daniel às 20:54
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Pastor João

Uma vida de dominação. Desde criança mandava, não pedia, controlava, não obedecia.
    - Já são dez horas, pensou.
    Pegou o elevador, no trigésimo andar, como de costume. Lá pelo vigésimo, o mesmo parou.
    - O que terá acontecido?
    Uma vida de dominação. Só não havia aprendido a dominar a claustrofobia.
    - Que merda, o que está acontecendo?
    Apertou o botão do alarme e aguardou. Nada. Sacou do celular, precisava falar com alguém.
    - Toda a dor pode ser curada, todo o medo pode ser vencido. Ore irmão, abra seu coração pra Jesus - dizia a voz no celular.
    - ???... Propaganda evangélica no celular? Será que liguei para o número errado?
    - É tempo irmão, de se arrepender, de recebê-Lo em seu coração.
    Não, não havia errado. O número estavo correto. Tentou novamente.
    - Eu sou o caminho... - desligou o celular, furioso, assustado, claustrofóbico.
    Começou a suar frio, desafrouxou a gravata. Tentou um nova ligação, para outro número.
    - Irmão, está sozinho e assustado? O medo tomou conta de sua alma?
    - Quem é você!?
    - O irmão sente que prejudicou alguém? Quer pedir perdão a Jesus?
    - Olha cara, eu não estou achando graça nessa brincadeira!!!
    Desligou novamente e guardou o aparelho. Ligou o notebook, "será que dá pra se conectar aqui?". Sentia a gargante seca, a sensação de que o cubículo se diminuía, de que iria virar pasta.
    A irmã on-line, felizmente.

Raul diz:-

mana, que bom!!! preciso de ajuda...

A irmã cai.

Pastou João diz:-

irmão,...

    Mum gesto brusco, jogou o notebook. Não conseguia acreditar: "será que estou delirando"?
    Pô-se a pensar: "deve ser um sinal........ mas sinal de quê? que culpa tenho eu se progredi? esse papo de que passei por cima de algumas pessoas.... balela, se passei é por me deixaram passar.... o mundo é isso: competição! vence o mais apto e eu sou o mai apto!!! ah, por que isso!?.... maldita fobia.... eu mando, eu lidero, pq essa fobia querendo me derrubar? pessoas fazem o que eu quero, um gesto, uma palavra e as coisas acontecem... quem pode comigo? ah, não, essa maldita fobia não via me derrubar.... essa sensação de estar sufocado...... essa droga tá diminuindo de tamanho? droga, droga...
    Cof, cof, arf, gasp, tira a gravata, levanta-se e aperta violentamete os botões do elevador. De repente, o mesmo começa a se mover.
    - Décimo quinto andar - anuncia a voz robótica. Parou de novo, pensou. "Décimo quinto andar, irmão, é hora de aceitar Jesus", diz a voz, agora com nova entonação.
    - Saia da minha vida, maldito, saia!!! - esmurrava freneticamente o painel de botões. "Ou não saia! Tudo bem, eu aceito Jesus, mas, por favor, me tire daqui!"
    Pô-se então de joelhos e começou a orar e a gritar, "eu aceito Jesus, perdão meu Senhor, Glória da Deus..." e lágrimas vieram e orava com todas as suas forças, quando a porta se abriu.
    - Obrigado, meu Deus, obrigado - dizia, enquanto abraçava com força e constrangia o senhor da manutenção.
    - Calma, rapaz, foi só um elevador enguiçado, enquanto afastava o terno do macacão. Vou colocar aqui um aviso e amanhã já estará arrumado...
    Ficou observando o homem executar alguns procecimentos, quando este disse:
    - Tudo bem. Agora o doutor me dá licença, pq já tá na hora do meu culto...
    - Culto, o senhor disse culto? Por favor, será que posso acompanhá-lo até sua igreja? Ela fica longe daqui?
    O home riu alegremente - "Não o senhor não precisa ir a lugar algum. É só acessar www.vitualchurch.com e se cadastrar. E todo dia, a essa hora, o pastor João celebra o culto e dá suas bençãos...



Escrito por Daniel às 17:24
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O eremita        

 

            Desde pequeno, parentes viam um grande futuro para ele. Embora muito tímido, era extremamente inteligente e, coisa não tão frequente em crianças, muito disciplinado. Teve um infância e adolescência tranquilas.

            Formou-se no segundo grau com louvor, foi homenageado, mas recusou o convite para ser orador da turma. Passou no vestibular na primeira tentativa, em primeiro lugar em duas renomadas universidades. Cursou Física.

            Após o término da graduação, seguiu na academia. Todos apostavam que seguiria na área de Astrofísica, Astronomia ou, quem sabe, Física Sub-atômica. Entretanto, acabou se interessando por Econofísica. A flutuação dos mercados parecia ser um fascinante objeto de estudo.

            Defendou sua tese perante uma banca exigente, porém se saiu bem. No mesmo dia recebeu um convite de um quarentão engravatado para fazer parte de sua equipe. "Os fundos que administramos são dos mais agressivos e promissores", dizia ele. Ficou um pouco indeciso, pensou por uns dias e aceitou o convite.

            Poucos meses e muitas horas depois, ficou milionário, especulando como todo e qualquer tipo de papéis, índices, opções, etc... Enfim, números, seus companheiros, seu mundo. Sentia-se muito a vontade, pois sempre gostou mais de números que de gente. Pessoas o deixavam um tanto desconfortável. Preferia os bate-papos on-line, redes sociais, simuladores de realidade, etc... Não que não convivesse com as pessoas, não tivesse amigos ou namoradas. Apenas preferia o convívio dos números, só isso.

            Certo dia, saindo do prédio, sentiu uma mão em seu braço:

            - Aí tio, me dá um trocado?

            Deu, como de costume. Mas aquele gesto o incomodou. Um toque, sim, um toque. E de um estranho, uma criança desavisada, descolada, descamisada, des qualque coisa, sem eira nem beira, sem se preocupar quem ele era ou deixava de ser. Na verdade um número, como tantos outros das estatíscas sociais. Mas não era um número dos gráficos, era um que saiu de algum painel qualquer e ganhou vido e resolveu... tocá-lo!

            Desde esse dia não foi mais o mesmo. Começou a se incomodar mais do que de costume. Agora andava assustado, com receio de gente. "E se aquele moleque tivesse me encostado uma arma?". Um número que pulou do painel, alguém tão distante e tão próximo! E tocou, nele, que estava mais acostumado a uma televida de gráficos e índices, que aos apertos e abraços. Logo nele, que falava tranquilamente com clientes na China sem nunca ter lhe apertado as mãos...

            - O que o senhor tem é estresse - disse o médico. O senhor precisa reduzir um pouco o ritmo.

            Tomou alguns comprimidos, mas isso não reduziu aquele mal estar do toque. Começou então a lavar de mais as mãos, usar a sempre a mesma cor de gravata e a ter uma estranha sensação de que estava sendo observado. Como se fosse um participante de um realit show, com dezenas de câmeras à sua volta. Os números agora não lhe diziam a mesma coisa e pareciam zombar dele. Teve prejuízos, prejudicou o fundo e foi convidado a tirar umas férias.

            - Isso que o senhor tem nós chamamos de Síndrome do Contato - disse o psiquiatra. Ainda é pouco frequente, mas o número de casos vem aumentando. É um distúrbio novo, que surgiu nessa era interconectada que vivemos. Algumas pessoas começam a ter uma relação tão íntima com a tecnologia que se desacostumam a se relacionar com outros humanos, a ponto de repudiar o contato físico.

            Fez um novo tratamento, novos remédios. Mudou de médico, procurou um terapeuta e fez muitas sessões. Apresentou alguma melhora, mas ainda não podia ver uma criança na rua sem ter taquicardia. Foi quando, num belo dia, sentiu uma mão em seu braço:

            - Aí tio, me dá....

            Saiu correndo, desesperadamente. Quando ia atravessar o sinal vermelho, uma mão puxou-o:

            - Calma filho, o que está acontecendo?!

            O nome do sujeito já não se lembra mais. Era Vana alguma coisa e se dizia guru. Desde aquele dia, mudou radicalmente de vida. Saiu do fundo, vendeu tudo o que tinha e sumiu mundo afora com as roupas do corpo. Morou em pontes, comeu em botecos, até se isolar numa região distante das cidades, próxima a uma caverna.       Um sem número de peregrinos passa lá, hoje em dia, para deixar suas oferendas e levar em troca pranchas de madeira com gravuras e aforismos de sabedoria.

Muitos dizem "o eremita é um sábio!".

            Sim, o eremita é um sábio. Só não sabe que, secretamente, instalaram câmeras em sua morada e que sua vida agora é transmitida vinte e quatro horas, em paper-view.



Escrito por Daniel às 22:22
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Acidente

 

Dormiu. Sonhou estar na Matrix. Acordou assustado, mas ainda era o mesmo avatar. Acordou assustado: não sabia onde estava! Talvez numa UTI.



Escrito por Daniel às 22:20
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Contato físico

 

            - Me vê um uísque. Duplo e sem gelo.

            Não notou o atendente. Pegou o copo, bebericou e desandou a falar.

            - essa vida é foda... eu estava feliz......... sim, sim, feliz..... conheci minha esposa quando ainda jogávamos vídeo game em consoles de três botões....... pra uma menina, ela mandava bem pra caralho....... de tanto jogarmos juntos, acabamos ficando.... depois veio o namoro, coisa e tal, entramos juntos na faculdade.......... eu engenharia, ela fisio..... a gente se falava direto, todo dia..... no bate-papo, ele era a borboletinha, eu o cachorrão e conversávamos todo dia..... depois fomos pro icq, msn, skype .......... me lembro do nosso primeiro celular, um trambolho que parecia um tijolo.......... rs....... compramos notebook, um dos primeiros que surgiram, pagamos uma fortuna......... até no second life a gente namorava, éramos avatares gêmeos, que nem almas gêmeas.....rs........quando veio a formatura, consegui um trampo de trainee numa multinacional e dois anos depois eu já era gerente......... a gente ia casar, mas sabe como é, casar é foda, custa dinheiro, tempo e tínhamos nossa carrreira.............. resolvemos adiar mais um pouco, o que foi bom, pq recebi um proposta para ir pro exterior, pra China...... puta merda a China é foda, país estranho do caralho, lá eles comem até inseto, mas eu não vi muito, não andava muito por essas feiras....... ela ficou no Brasil, mas falávamos direto, trocávamos mensagens por celular a toda hora quase........... eu queria voltar logo, pra casar, mas a empresa não liberava e eu tava ganhando uma puta grana, não dava pra voltar....... ela tb não podia largar o emprego aqui, tinha virado supervisora da ala de fisioterapia e tava juntando dinheiro pra fazer medicina no futuro.......... foi que casamos no civil por vídeo-conferência, um dos primeiro casos no país......... quando eu voltei foi uma festa, uma alegria só.......... logo nos casamos e o nosso casamento foi demais....... tem até vídeo na rede, se vc quiser ver..... o chato só foi que meu melhor amigo não pode vir, pq tava no exterior......... mas nós alugamos um robô, vestimos ele e meu amigo ficou com a carona ali na tela, vendo tudo........ rs...... foi o primeiro teleapadrinhamento do país, se não me engano..... casamento é meio foda, mas a gente procurava não deixar a chama do amor se apagar.... sempre tinha recado nas comunidades da vida, no smart phone, até no painel na geladeira.... mesmo que sem tempo, a gente deixava recado....... mas aí um dia eu comecei a perceber que algo estava estranho........ às vezes eu tentava ligar e ela tava fora de área, gps desligado......

            Bebericou mais um gole, e começou de novo.

            - pois é cara, vc já imagina.......... é isso mesmo cara, tomei um chifre...... num mundo de futuro, eu, com o mesmo problema do passado: dor de corno....... ela ficou com um cara da clínica........ um cara que, pelo que fiquei sabendo, não gosta muito de tecnologia e curte umas viadagens de natureza, lado espitirual e sei lá o que...... logo ela, que nunca ligou pra isso....... mas ela falou que não era pessoal, que nem sabia se gostava do cara ou não, mas me acusou de ser meio frio, distante...... disse que tava cansada dessa coisa virtual, queria mais contato físico, carinho, passear num parque de mãos dadas, tomar sorvete, ver passarinhos.... eu bem que deveria ter percebido, na época do second life ela tinha um avatar meio natureba..... mas é isso cara, meu mundo caiu.... e agora não sei o que eu faço.........

            Tomou o restante e pediu mais um duplo.

            - Sinto muito senhor, mas não posso servi-lo.

            Ainda cabisbaixo, não olhou para o atendente.

            - Como assim?

            - Está na lei, senhor. Não é permitido servir mais que duas doses em bares próximos a grandes vias.

            - Mas vc é um, um...

            - Um protótipo, senhor. Um dos primeiros robôs atendentes do país.

            - Eu não acredito! Sua máquina filha da puta! É por causa de gente como vc que ela me chifrou!!! 

            - Se o senhor precisar, posso me conectar com algum serviço de apoio psicológico.

            - Serviço de apoio o caralho!!!

            Pagou a conta e rapidamente saiu do estabelecimento. Dirigiu furiosamente por horas, até parar em uma floricultura. Comprou um lindo buquê e dirigiu-se à casa de sua sogra. Sua quase ex-esposa atendeu a porta e ele, emocionado, pediu perdão e um abraço; e ela, com lágrimas nos olhos, abraçou-o. E ficaram assim, num contato físico intenso por muitos minutos, enquanto no bolso, o aparelho tilintava. Pela primeira vez na vida, ele se recusou a atendê-lo.



Escrito por Daniel às 22:27
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Esse seria para colocar no Twitter, se eu tivesse um.

John

Pobre, João escrevia minicontos que diziam nada. Sucesso de crítica e twitter, cansou-se. Escreveu bruxinhas e virou John. Famoso, matou-se.

(dica: o texto acima, sem o título, tem exatamente 140 caracteres).



Escrito por Daniel às 22:29
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Hoje li uma matéria sobre a morte de um casal que vivia na Turquia e não se falava há 27 anos. A mullher morreu e o homem ficou tão abalado, que morreu duas horas depois. A notícia me deu a idéia para o texto abaixo.

Borboletinha

    Faleceram no ano passado, um primeiro, depois o outro. Não se falavam há uns dez anos. Os parentes, vizinhos e amigos não entendiam. Os pais ou avós, se vivos, entenderiam bem menos.
    Para muitos parecia pura teimosia, loucura, mas não era. Simplesmente desaprenderam a falar.
    A coisa começou com uma boa briga e passaram uns bons meses, talvez mais de um ano, sem trocarem uma única palavra. Até o dia em que...

Borboletinha diz:
o jantar tá pronto

Ele não entendeu nada, e a frase se repetiu:

Borboletinha diz:
o jantar tá pronto

João diz:
é vc maria?

Borboletinha diz:
naum ....... a borboletinha

João diz:
nós não estamos nos falando maria ..... já esqueceu???

Borboletinha diz:
vc naum entendeu..... não sou a maria e naum estamos nos falando..... estamos teclando

João diz:
???

Borboletinha diz:
vc é burro!? naum entendeu!? tamo teclando........ eu sou a borboletinha, vc é........... sei lá..........

    Ele então abriu um largo sorriso e saiu. Minutos depois, entrou novamente:

Cachorrão diz:
e o que temos para o jantar, minha borboletinha linda?

    E a coisa então foi por esse caminho. Compraram um notebook cada um, celular, smart phone.... Nas reuinões, festas, almoços e jantares, os convidados, amigos ou familiares já haviam se acostumado com toques polifônicos e musiquinhas várias:

buuululum
1 nova mensagem
ver
"Me passa o sal, p favor"

    Viveram assim por dez anos, sem trocar uma palavra saída de suas bocas. Até que a notícia chegou, de um acidente, coisa grave. Corpo prum lado, perna pro outro. Quando entregaram o aparelho, uma útlima mensagem salva na pasta rascunho:

"vou chegar tarde. bjs. t amo"

    Muito chorou, gritou e um mês depois se foi, sem se despedir, sem deixar recados. No quarto, em cima do móvel, o aparelho. Na pasta enviadas, as últimas palavras:

"naum precisa vir. vou me encontrar c vc. bjs. tb t amo. sua borboletinha"



Escrito por Daniel às 22:15
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